Câmara de Vereadores de Porto Seguro reinicia as sessões após recesso
 



A primeira sessão Legislativa da Câmara de Porto Seguro iniciou os seus trabalhos no segundo semestre de 2006, na terça-feira, 01/08, prestando uma homenagem ao ex-vereador Osvaldo Dias Cabral, falecido recentemente em Salvador. Os atuais vereadores com exceção do edil Aparecido Viana, ausente, em companhia de funcionários e público em geral, fizeram um minuto de silêncio em memória a Cabral, que durante o período de 1961 a 1964, ocupou uma cadeira naquela Casa, tendo sido também presidente e 1o secretário.

Logo após, durante o pequeno expediente, os vereadores que representam os distritos da Orla Sul, Dilmo Santiago, Ronildo Vinhas e Martins, criticaram o posicionamento do secretário do Litoral Sul, Heitor Siqueira, que em entrevista de duas páginas a um jornal local, focou o holofote em sua própria administração, destacando os benefícios alcançados e projetos em andamento, sem sequer citar uma única vez, o nome de algum dos edis, desencadeando a combustão da fogueira das vaidades. “Sem a parceria com os vereadores, ele não estaria desenvolvendo um bom trabalho”, queixou-se Dilmo, “Heitor foi infeliz”, disse o vereador Martins, destacando que tanto ele quanto seus colegas, votaram a favor na criação da secretaria do Litoral Sul, hoje ocupada por Heitor. De acordo com os chateados edis, o secretário se isentou do lapso de memória, ao afirmar que citou sim o nome de Dilmo, Nido e Martins, porém o editor do semanário, durante a confecção da matéria, teria deletado da gravação o trecho onde o secretário salientava a importância dos esquecidos vereadores.

Vinhas agradeceu o empenho do juiz Álvaro Marques na criação do Conselho Comunitário de Segurança de Trancoso, afirmando em seguida, que o importante distrito, brevemente será agraciado com uma delegacia de Polícia Civil.

Já o representante do Baianão, Antonio Macedo, que sempre se empolga em seus discursos ao pleitear para o bairro uma simples ambulância, e nunca deixa de lembrar a falta de segurança na periferia, desta vez, coberto de razão, cobrou com mais veemência ainda, uma solução para o grave problema, pois foi vítima de um assalto na semana passada, tendo perdido dinheiro, cartões de bancos e documentos. “Eles não respeitam nem vereador! Estava perto de minha casa tomando uma cerveja com uns amigos quando o bando entrou armado e anunciou o assalto”, relatou. Um comerciante estabelecido no bairro e que se fez presente na Câmara a pedido de Macedo, levantou-se e se apresentou também como vítima recente de outro assalto ocorrido na mesma semana.“Este sofrido comerciante já perdeu as contas das vezes que foi assaltado no seu comércio”, lembrou Macedo, destacando que durante o roubo, o comerciante foi agredido covardemente. “Não tinha nem uma ambulância para socorrê-lo”, frisou o edil, ressaltando que se existe alguma animosidade por parte do secretário de Segurança Pública em relação ao prefeito Jânio Natal, Porto Seguro não tem nada a ver com isso, já que a segurança pública é dever do Estado.

O vereador Enildo Rodrigues, o Roló, também foi alvo de bandidos há tempos atrás, quando foi abordado em plena luz do dia por homens armados em uma rua movimentada. Para não cair no esquecimento o clima de insegurança que ronda Porto Seguro, recentemente, o vereador Dilmo Santiago, votou desfavorável a instalação da Câmara Itinerante alegando falta de segurança, dando a entender que possui temor de sofrer algum tipo de atentado durante a realização das sessões nos bairros.


Por sua vez, o vereador Gilvan Florêncio fez questão de chamar a atenção de Dilmo Santiago em relação às obras que estão sendo realizadas na cidade, como a reurbanização da avenida Getúlio Vargas, que de acordo com Gilvan, são custeadas com recursos federais. “Lembro a Dilmo, que ao enaltecer os feitos da administração municipal destaque também que estas obras estão sendo viabilizadas com dinheiro do governo federal. No caso da Getúlio Vargas, a Prefeitura entrou com R$ 50 mil e os R$ 500 mil restantes vieram de Brasília”, frisou Florêncio, que mesmo desfiliado do PT, por vontade própria, assume publicamente sua admiração pelo governo Lula.