Em sessão da Câmara, Gilvan discute problemas sérios, Macedo divaga - 08/06/06
 




Na última sessão da Câmara, terça-feira, 06/06, onde faltaram os vereadores Roló e Tia Nega, os únicos representantes do Legislativo a fazerem uso da palavra durante o pequeno expediente, foram os edis Gilvan Florêncio e Antônio Macedo.
Florêncio destacou a matéria veiculada em um jornal local, reiterando sua preocupação quanto à ausência de sinal das emissoras SBT, Record e Bandeirantes, pois a antena coletiva postada pela Prefeitura nas proximidades da Rodoviária, há tempos, só retransmite o sinal da TV Globo.
“Não sei bem ao certo o que ocorre, mas gostaria de ver este problema resolvido, principalmente neste mês de Copa do Mundo”, afirmou o vereador, salientando que muitos moradores não dispõem de antenas parabólicas e são obrigados a assistir a Globo por falta de opção. “Imaginem se a Globo apresentar um problema justamente no dia de jogo da Seleção Brasileira?”, questiona com ar de preocupação, o edil.


Gilvan também pediu aos colegas que votassem contra o pedido de urgência do Executivo que altera a Lei 422/01 e a Lei 424/01, que discorre sobre a ocupação dos cargos de diretores e vice-diretores dos estabelecimentos de ensino municipais. Segundo Gilvan, caso fosse aprovado, o prefeito poderia nomear quem ele quisesse para assumir os referidos cargos. “Estes postos devem ser exercidos por servidores efetivos, e segundo a proposta do prefeito, poderia ser interpretada erroneamente lhe dando poderes para indicar funcionários contratados”, explica Gilvan, complementando que ficaria fácil para o Poder Municipal manipular os funcionários, de acordo com seus interesses, pois ficariam passiveis de demissão. “Antes de votarmos esta questão pretendemos realizar uma audiência publica com os professores e representantes da APLB, que são os principais interessados”, declarou Gilvan. “Vamos analisar com mais critério”.

O representante do Baianão, vereador Macedo, usou seu tempo livre para mais uma vez exercer o que mais tem de precioso em seu potencial de homem público: o uso da demagogia. Quase aos berros, desrespeitando os tímpanos alheios, afirmava para um público inferior a 20 pessoas, que a inauguração do posto policial e a ampliação do sistema de distribuição de água no Ubaldinão são conquista suas. “Tudo o que Macedo pede o prefeito faz”, discursava empolgado o protético vereador.

Macedo também demonstrou muita irritação ao comentar a presença de candidatos a cargos políticos que pleiteiam os benefícios conquistados na periferia a seus respectivos nomes. “Não admito isto! O vereador do bairro sou eu! Sou o legitimo representante do Baianão, onde tive 696 votos na última eleição”, incomodava o vereador com seu discurso, talvez se esquecendo que a periferia aglomera hoje mais de 50 mil habitantes.