Com exceção de Gilvan outros vereadores protagonizaram uma noite morna na
  Câmara - 29/03/06


Na mesma sessão da Câmara de Vereadores de ontem, quando Gilvan fez denúncias à administração de Jânio (matéria à parte), os representantes do Legislativo, Nido e Martins,
teceram algumas críticas, sendo que o alvo desta vez foi a Secretaria de Saúde.
Nido disse que faltam médicos para trabalhar nos postos de Pronto Atendimento (P.A), de Trancoso, o que faz sobrecarregar os profissionais dos PSFs (Programa de Saúde da Família) que são obrigados a atender estes pacientes de última hora que apresentam uma gripe, diarréia, etc.., prejudicando o verdadeiro trabalho que deve ser desenvolvido no PSF, que é o acompanhamento de patologias crônicas como diabetes, hipertensão, etc..
Reclamaram também que o distrito não dispõe de ambulância e que pretendem marcar uma reunião com o secretário de Saúde Eudes Faria, reivindicando melhorias no setor.
Cadê a ambulância doada recentemente por um empresário que possui propriedades em Trancoso e que deveria estar servindo a comunidade?

O vereador Enildo Rodrigues, conhecido mais popularmente por Roló, voltou a se pronunciar sobre a delicada situação da segurança pública em Porto Seguro, relembrando os nove homicídios ocorridos na cidade no penúltimo final de semana. Roló criticou a inércia do Governo do Estado e completou dizendo que o governador Paulo Souto é uma pessoa insensível, pois a Câmara já enviou diversos documentos ao governo, pedindo melhorias no setor, sem resultados. Destacou o projeto da reinstalação do IML (Instituto Médico Legal) em Porto Seguro, pois continuamos dependendo deste serviço em Eunápolis. Afirmou em seu discurso, que não foi ao evento que contou com a presença do governador na última sexta-feira por protesto. Um espectador presente na sessão e que preferiu não ver seu nome divulgado, disse que o vereador Roló deveria ter ido sim, ao encontro de Paulo Souto. "Se ele (o governador) não lembra de atender os pedidos da Câmara ou do Executivo, imagine com a ausência de Roló? Aí é que ele não vai lembrar mesmo!", disse em tom de brincadeira.


O representante de Pindorama, Aparecido Viana, disse que não conseguiu entregar a Paulo Souto um ofício pleiteando a inclusão do ensino de 2º grau no distrito.
Pediu revisão elétrica na rede da Coelba em sua localidade, alegando que são constantes as quedas de energia e também reclamou que Pindorama está sem ambulância, dizendo que o automóvel do pároco local é que está servindo como meio de locomoção de pessoas doentes. Reafirmou sua preocupação com o alto índice de crimes registrados recentemente, atribuindo o problema à falta de oportunidades no mercado de trabalho, defendendo mais empenho na busca de soluções, como a instalação de pequenas fábricas que poderiam se instalar no município através de um programa de isenção de impostos.

O edil Macedo eleito com votos do Baianão denunciou, segundo ele, a prática de discriminação social por parte da diretora do Colégio Paulo Souto em relação aos ambulantes que vendem salgados e outras guloseimas no portão do colégio, referindo-se ao fato da diretora do estabelecimento educacional ter colocado folhas de metal nos portões, impedindo assim o modesto comércio, sustento das famílias que lá trabalham. De acordo com o vereador, a diretora teria dito que as pessoas que vendem seus produtos do lado de fora do colégio seriam traficantes.
"È um absurdo! Estas pessoas estão lá há mais de nove anos e são pais de família! Esta senhora não tem autoridade para fazer o que fez! Com ordem de quem?, indagou o vereador, insinuando que a diretora seria uma frustrada por não ter conseguido alcançar suas pretensões políticas.
Um grupo de vendedores ambulantes se fez presente à sessão onde entregaram ao presidente da Câmara Helio de Paula um abaixo assinado com cerca de 300 assinaturas, pedindo a solução do impasse.
Helio, assim como todos os vereadores, se sensibilizaram com a situação dos vendedores e prometeram uma visita ao colégio para saber o que está ocorrendo. "Ela pode ir dormir diretora e acordar demitida", disse Helio, aos pacatos manifestantes empenhando sua palavra em resolver a questão.

No intervalo entre os pronunciamentos dos vereadores, o presidente da Câmara, publicamente, pediu o apoio do vereador Martins, que é policial militar, pra que faça chegar ao seu comandante, o que ele caracteriza como abuso de poder e negligência profissional. De acordo com Helio, no último domingo, quando retornava de um passeio ao distrito de Vale Verde, ao passar em frente ao posto da Polícia Rodoviária Estadual, foi parado por um policial. Helio disse imaginar que o militar fosse pedir os documentos do seu veiculo, entretanto, sem ao menos dar um boa-noite, de forma grosseira, o policial perguntou para onde ele estava indo, visando conseguir uma carona para um amigo dele. "Este não é o papel do policial", finaliza Helio, frisando que vai enviar um oficio ao comando da PM para que fatos como este não aconteçam mais.