Na
mesma sessão da Câmara de Vereadores de ontem,
quando Gilvan fez denúncias à administração
de Jânio (matéria à parte), os representantes
do Legislativo, Nido e Martins,
teceram algumas críticas, sendo que o alvo desta vez
foi a Secretaria de Saúde.
Nido disse que faltam médicos para trabalhar nos postos
de Pronto Atendimento (P.A), de Trancoso, o que faz sobrecarregar
os profissionais dos PSFs (Programa de Saúde da Família)
que são obrigados a atender estes pacientes de última
hora que apresentam uma gripe, diarréia, etc.., prejudicando
o verdadeiro trabalho que deve ser desenvolvido no PSF, que
é o acompanhamento de patologias crônicas como
diabetes, hipertensão, etc..
Reclamaram também que o distrito não dispõe
de ambulância e que pretendem marcar uma reunião
com o secretário de Saúde Eudes Faria, reivindicando
melhorias no setor.
Cadê a ambulância doada recentemente por um empresário
que possui propriedades em Trancoso e que deveria estar servindo
a comunidade?
O vereador Enildo Rodrigues, conhecido mais popularmente por
Roló, voltou a se pronunciar sobre a delicada situação
da segurança pública em Porto Seguro, relembrando
os nove homicídios ocorridos na cidade no penúltimo
final de semana. Roló criticou a inércia do Governo
do Estado e completou dizendo que o governador Paulo Souto é
uma pessoa insensível, pois a Câmara já
enviou diversos documentos ao governo, pedindo melhorias no
setor, sem resultados. Destacou o projeto da reinstalação
do IML (Instituto Médico Legal) em Porto Seguro, pois
continuamos dependendo deste serviço em Eunápolis.
Afirmou em seu discurso, que não foi ao evento que contou
com a presença do governador na última sexta-feira
por protesto. Um espectador presente na sessão e que
preferiu não ver seu nome divulgado, disse que o vereador
Roló deveria ter ido sim, ao encontro de Paulo Souto.
"Se ele (o governador) não lembra de atender os
pedidos da Câmara ou do Executivo, imagine com a ausência
de Roló? Aí é que ele não vai lembrar
mesmo!", disse em tom de brincadeira.
O
representante de Pindorama, Aparecido Viana, disse que não
conseguiu entregar a Paulo Souto um ofício pleiteando
a inclusão do ensino de 2º grau no distrito.
Pediu revisão elétrica na rede da Coelba em sua
localidade, alegando que são constantes as quedas de
energia e também reclamou que Pindorama está sem
ambulância, dizendo que o automóvel do pároco
local é que está servindo como meio de locomoção
de pessoas doentes. Reafirmou sua preocupação
com o alto índice de crimes registrados recentemente,
atribuindo o problema à falta de oportunidades no mercado
de trabalho, defendendo mais empenho na busca de soluções,
como a instalação de pequenas fábricas
que poderiam se instalar no município através
de um programa de isenção de impostos.
O edil Macedo eleito com votos do Baianão denunciou,
segundo ele, a prática de discriminação
social por parte da diretora do Colégio Paulo Souto em
relação aos ambulantes que vendem salgados e outras
guloseimas no portão do colégio, referindo-se
ao fato da diretora do estabelecimento educacional ter colocado
folhas de metal nos portões, impedindo assim o modesto
comércio, sustento das famílias que lá
trabalham. De acordo com o vereador, a diretora teria dito que
as pessoas que vendem seus produtos do lado de fora do colégio
seriam traficantes.
"È um absurdo! Estas pessoas estão lá
há mais de nove anos e são pais de família!
Esta senhora não tem autoridade para fazer o que fez!
Com ordem de quem?, indagou o vereador, insinuando que a diretora
seria uma frustrada por não ter conseguido alcançar
suas pretensões políticas.
Um grupo de vendedores ambulantes se fez presente à sessão
onde entregaram ao presidente da Câmara Helio de Paula
um abaixo assinado com cerca de 300 assinaturas, pedindo a solução
do impasse.
Helio, assim como todos os vereadores, se sensibilizaram com
a situação dos vendedores e prometeram uma visita
ao colégio para saber o que está ocorrendo. "Ela
pode ir dormir diretora e acordar demitida", disse Helio,
aos pacatos manifestantes empenhando sua palavra em resolver
a questão.
No intervalo entre os pronunciamentos dos vereadores, o presidente
da Câmara, publicamente, pediu o apoio do vereador Martins,
que é policial militar, pra que faça chegar ao
seu comandante, o que ele caracteriza como abuso de poder e
negligência profissional. De acordo com Helio, no último
domingo, quando retornava de um passeio ao distrito de Vale
Verde, ao passar em frente ao posto da Polícia Rodoviária
Estadual, foi parado por um policial. Helio disse imaginar que
o militar fosse pedir os documentos do seu veiculo, entretanto,
sem ao menos dar um boa-noite, de forma grosseira, o policial
perguntou para onde ele estava indo, visando conseguir uma carona
para um amigo dele. "Este não é o papel do
policial", finaliza Helio, frisando que vai enviar um oficio
ao comando da PM para que fatos como este não aconteçam
mais.