Um
advogado e um serralheiro foram presos no município de Prado, no
Extremo Sul da Bahia, por estarem mantendo relações sexuais com
duas adolescentes de apenas 13 anos.
A prisão temporária foi realizada pela Polícia Militar e por um
oficial de Justiça na última terça-feira (03), após o promotor
Wallace Barros ter o pedido deferido pelo juíz
Rogério Barbosa de Souza e Silva.
De acordo com o representante do Ministério Público estadual, os
acusados, Gideão Rocha Barreto (1º da foto) e Alex
Rocha Barreto (2º da foto), respectivamente advogado e
serralheiro, cometeram o crime de estupro e violência presumida
contra J.J.S e E.S.N, que eram sustentadas financeiramente numa
casa alugada por eles.
Há
mais de um ano Gideão e Alex mantinham relações com as
adolescentes, informou o promotor de Justiça. Segundo ele,
conselheiros tutelares e funcionários da Escola Anísio Teixeira
informaram à Promotoria que flagraram as adolescentes adentrando
numa residência e, após investigações, apuraram que elas ali se
encontravam pois tinham recebido dos indiciados as chaves da
casa.
“As próprias adolescentes informaram aos conselheiros que a casa
era utilizada para manter encontros sexuais”, frisa Wallace
Barros, lembrando que o Conselho Tutelar entregou as meninas aos
pais. Ele acrescentou que o MP, com o acompanhamento do Conselho
Tutelar, está apurando a ocorrência de outras vítimas de Alex e
Gideão.
Gideão disse que as acusações são levianas e caluniosas e que
irá tomar as medidas cabíveis, inclusive com ação de indenização
contra o juíz e o representante do Ministério Público, a quem
classifica de perseguidores.
Segundo o juiz, a prisão temporária pelo prazo de 30 dias tem o
objetivo de facilitar e garantir a segurança das vítimas durante
o processo de investigação criminal.
Como um dos acusados é advogado, a decisão também será
encaminhada à OAB, seção Itamaraju, para a adoção de medidas
corporativas cabíveis.
Fonte: Atlântica News
* Fotos: Prado Notícias