O
número de pequenas localidades rurais da Bahia quase dobrou
nas últimas duas décadas, passando de 721, em 1980, a 1275, no
ano 2000. O dado mais recente aponta que cerca de 732 mil
pessoas vivem nas pequenas localidades do interior do Estado.
As informações são de Povoados da Bahia, trabalho da
Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia
(SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. A versão
completa está disponível na internet (www.sei.ba.gov.br, na
seção Bahia em Síntese).
Povoados é uma organização de dados dos últimos três
Censos Demográficos (1980, 1991 e 2000), exclusivamente sobre
pequenas localidades. Reúne em quadros e tabelas comparativas
informações do IBGE antes dispersas em várias pesquisas, como
população e nome do município a que o lugarejo pertencia em
cada ano. O trabalho foi feito pela SEI, ainda como Centro de
Estatística e Informações (CEI), em 1983, e agora atualizado.
Através das informações disponíveis é possível descobrir
lugares como Lagoa Escura: nada mais que 2 habitantes
residentes fazem dele o menor povoado baiano. Ele é parte de
Santaluz, município distante 258 km ao norte da capital, na
região de Serrinha. Na liderança aparece Itamarati (sul do
Estado, cerca de 350 km de Salvador). É quase tão grande
quanto sua cidade, Ibirapitanga. Lá vivem cerca de 5 mil
pessoas, contra 6 mil da sede municipal.
Outro
caso curioso é o de Portão: com mais de 10 mil habitantes, era
o mais populoso aglomerado da Bahia em 1991, mas desapareceu
da tabela mais recente. Tornou-se um bairro de Lauro de
Freitas (Região Metropolitana de Salvador) em 1996. Já Morro
de São Paulo continua povoado de Cairu, no Baixo Sul do
Estado, apesar de sua população ter mais que dobrado entre os
dois últimos Censos, chegando a 1653 residentes.
"Essa
era uma antiga demanda de diversos órgãos e pesquisadores, que
tinham de procurar informações em publicações espalhadas", diz
Margarida Motta, ténica da Coordenação de Pesquisas Sociais da
SEI. Ela explica que Povoados foi realizado
utilizando-se várias fontes, como tabelas do IBGE e mapas.
“Primeiro foi preciso descobrir quais lugares poderiam ser
considerados povoados, depois confirmamos seus nomes e sua
situação em relação ao município-sede”.
Ascom/SEI