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Agentes do
Complexo Policial da Bahia, fizeram uma paralisação na última
Quarta - 13/04/07 |
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Os agentes do Complexo
Penitenciário da Bahia realizaram uma paralisação relâmpago
entre as 7h e as 9h da manhã da última
quarta-feira, 11, em protesto contra a crise instalada no
sistema penitenciário do Estado. Após uma seqüência de
rebeliões e fugas de delegacias e unidades prisionais, os
servidores aproveitam para manifestar a insatisfação com a
direção do complexo, que abriga 4.310 dos 4.935 custodiados na
capital e tem 500 agentes em serviço.
A direção do Sindicato dos Servidores Penitenciários
participa, à tarde, de reunião com representantes da
Secretaria de Administração (Saeb) e da Secretaria da Fazenda
(Sefaz) para discutir ainda a questão salarial da categoria. O
Sindicato pede o cumprimento da promessa do governo do Estado
de equiparar o salário-base dos agentes ao salário mínimo.
Atualmente, o piso é de R$ 330. Com a incorporação de
gratificações e adicionais, o valor final dos vencimentos fica
em torno de R$ 1 mil. Os agentes pleiteiam a elevação do piso
para R$ 380 em maio, junto com o reajuste do mínimo.
Além do reajuste salarial, os trabalhadores pedem a
substituição da diretora do Presídio feminino, Silvana Maria
Selém Gonçalves, que, segundo o coordenador-geral do
sindicato, Luiz Antônio Fonseca, "simboliza o pensamento
anacrônico do carlismo”. No domingo de Páscoa, 8, detentas se
rebelaram, queimaram colchões, destruíram equipamentos e
agrediram agentes após uma revista nas celas. Fonseca afirma
que, inicialmente localizada e por tempo determinado, a
paralisação pode se expandir para o interior do Estado, o que
será definido em assembléias após a reunião desta tarde. “Há
uma insatisfação generalizada, inclusive no interior do
Estado, onde todos os diretores foram mantidos, à exceção de
Feira de Santana”, diz.
De acordo com Fonseca, a pauta de reivindicações contempla
ainda o fim do que ele definiu como "a política de
perseguições" dentro das unidades. “Quando existe um problema
com um agente, logo é aberto um processo administrativo, o que
não acontece com os diretores”, reclama.
Fonte Jornal A Tarde
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