O governador Jaques Wagner completou nesta terça-feira (10),
cem dias no comando do Estado. Em entrevista coletiva, ele
destacou obras, declarou que vai cumprir a promessa de
equiparar o salário do servidor ao mínimo nacional e defendeu
a seleção pública para Educação e Saúde.
O governador Jaques Wagner começou a entrevista coletiva
destacando ações realizadas nestes primeiros cem dias de
governo, como a reabertura da Cesta do Povo e o lançamento das
farmácias populares. Um dos pontos mais importantes na
avaliação do governo foi a retomada de obras em estradas
estaduais.
Jaques Wagner tocou em pontos polêmicos, como a contratação
temporária de 13 mil profissionais da área de saúde e
educação, através do Regime Especial de Direito Administrativo
(Reda), sistema que foi bastante criticado por ele durante o
programa eleitoral. 'O Reda é necessário para você dar mais
agilidade às contratações. A grande diferença é que a gente
saiu de um Reda carimbado para o Reda de seleção pública',
afirmou.
Questionado sobre uma das principais promessas feitas durante
a campanha - igualar o salário base do funcionalismo público
ao salário mínimo - e a declaração do secretário de
Administração de que não há dinheiro para equiparação, o
governador falou que o compromisso está mantido, mas evitou
falar em prazos. 'Meu compromisso está mantido. O salário do
funcionalismo vai se igualar ao salário mínimo nacional'.
Assembléia Legislativa
Na Assembléia Legislativa, os primeiros cem dias de governo
foram avaliados por deputados da base governista e da
oposição. 'Nós estamos observando é uma completa e total falta
de propostas, programas e ações', considera o deputado Jairo
Azzi, vice-líder da oposição. De acordo com o líder do
governo, deputado Valdenor Pereira, 'são muitos investimentos
em diferentes áreas, apesar do curto espaço de tempo'.
Nas ruas, a população se divide. 'Eu estou tirando o segundo
grau e tendo aulas todos os dias. Eu não tenho o que
reclamar', revela a desempregada Adriana Silva. Para o
vigilante Edmilson Aleluia, no entanto, 'a saúde ainda é muito
precária no Estado'.
*Com informações do BATV