Foi presa parte de uma quadrilha do estado de São Paulo
apontada pela polícia como responsável pelo volumoso
derramamento de cédulas falsificadas de R$ 100,00 no comércio
de Eunápolis e Porto Seguro.
O desfecho do caso começou por volta das 18h00 de terça-feira
(14), com a prisão de Samara de Lima Alfredo dos Santos, 28
anos. Ela foi detida por policiais militares no bairro
Pequi,em Eunápolis, quando tentava passar uma nota falsa de R$
100,00 numa drogaria do bairro. A balconista desconfiou e
acionou a PM.
Na delegacia da Polícia Civil, no momento em que o delegado
Rodolfo Faro a interrogava, apareceu outra vítima do golpe,
apresentando uma nota falsa de R$ 100,00. O comerciante lesado
reconheceu a golpista, que acabou confessando que o esquema
era liderado por seu marido, Vander Lima de Oliveira, 46 anos.
Samara levou os agentes até a casa onde estava hospedada com
o marido. Ao notar a presença dos policiais, Vander ainda
tentou fugir em seu veículo VW / Passat, cor vinho, placa JNK
– 3497 / SP, mas acabou sendo capturado.
Durante revista no interior do carro, foram encontrados mais
de R$ 1.200,00 em notas falsas de 100. O dinheiro estava
escondido nas calhas das portas dianteiras
Na mesma ação foi apreendida uma menor de 16 anos, que também
era usada para distribuir a grana. A menina ganhava uma
comissão de R$ 15,00 por cada nota trocada.
O delegado Rodolfo Faro apurou que Vander possui passagem pela
polícia de São Paulo, por emissão de dinheiro falso. Ele
chegou a ser julgado pela justiça paulista, mas acabou sendo
absolvido por falta de provas, "uma vez que sempre usa
terceiros para executar o serviço sujo", disse o policial.
No carnaval de Porto Seguro, Vander foi detido pelo mesmo
motivo, juntamente com o filho e um sobrinho, mas como não foi
pego em flagrante, acabou sendo solto. Só o sobrinho ficou
preso. "Mas agora a situação muda, pois o dinheiro estava no
automóvel dele", frisou o delegado Rodolfo Faro, que informou
também que o dinheiro apreendido pode ser uma insignificante
parte do que foi distribuído no extremo sul da Bahia no
período do carnaval e que Vander ficou mais um tempo na região
tentando libertar o sobrinho preso em Porto Seguro. Foram
encontrados com ele recibos de honorários advocatícios com
valor bastante elevado. Existem também informações de que ele
lavou parte do dinheiro, comprando carros novos, que foram
transportados para São Paulo numa cegonha.
Vander e Samara foram indiciados no artigo 289 do Código
Penal. O inquérito policial deve ficar pronto em 10 dias e
será remetido para a justiça federal, já que este tipo de
crime é federal e inafiançável. A pena prevista, em caso de
condenação, é de 3 a 12 anos de prisão.
A Polícia Civil também tem quase certeza de que Vander e
Samara são o braço de uma grande quadrilha baseada em São
Paulo e que atua em vários estados. Eles vêm para Porto Seguro
e Eunápolis, normalmente, duas ou três vezes por ano,
especialmente em períodos de festa, como Carnaval e São João.
O delegado Rodolfo faro pede que os comerciantes que foram
lesados pela quadrilha compareçam o mais depressa possível ao
Complexo Policial, apresentando as cédulas falsas e fazendo o
reconhecimento dos criminosos. Faro também faz um alerta: Ao
receber uma nota falsa, o empresário deve, imediatamente,
registrar um boletim de ocorrência e não tentar repassar o
dinheiro, pois estará praticando o mesmo crime.