Presa quadrilha de SP agindo com notas falsas em Eunápolis - 15/03/07

Foi presa  parte de uma quadrilha do estado de São Paulo apontada pela polícia como responsável pelo volumoso derramamento de cédulas falsificadas de R$ 100,00 no comércio de Eunápolis e Porto Seguro.

O desfecho do caso começou por volta das 18h00 de terça-feira (14), com a prisão de Samara de Lima Alfredo dos Santos, 28 anos. Ela foi detida por policiais militares no bairro Pequi,em Eunápolis, quando tentava passar uma nota falsa de R$ 100,00 numa drogaria do bairro. A balconista desconfiou  e acionou a PM.

 Na delegacia da Polícia Civil, no momento em que o delegado Rodolfo Faro a interrogava, apareceu outra vítima do golpe, apresentando uma nota falsa de R$ 100,00. O comerciante lesado reconheceu a golpista, que acabou confessando que o esquema era liderado por seu marido, Vander Lima de Oliveira, 46 anos.

 Samara levou os agentes  até a casa onde estava hospedada com o marido. Ao notar a presença dos policiais, Vander ainda tentou fugir em seu veículo VW / Passat, cor vinho, placa JNK – 3497 / SP, mas acabou sendo capturado.

 Durante revista no interior do carro, foram encontrados mais de R$ 1.200,00 em notas falsas de 100. O dinheiro estava escondido nas calhas das portas dianteiras
Na mesma ação foi apreendida uma menor de 16 anos, que também era usada para distribuir a grana. A menina ganhava uma comissão de R$ 15,00 por cada nota trocada.

O delegado Rodolfo Faro apurou que Vander possui passagem pela polícia de São Paulo, por emissão de dinheiro falso. Ele chegou a ser julgado pela justiça paulista, mas acabou sendo absolvido por falta de provas, "uma vez que sempre usa terceiros para executar o serviço sujo", disse o policial.

 No carnaval de Porto Seguro,  Vander foi detido pelo mesmo motivo, juntamente com o filho e um sobrinho, mas como não foi pego em flagrante, acabou sendo solto. Só o sobrinho ficou preso. "Mas agora a situação muda, pois o dinheiro estava no automóvel dele", frisou o delegado Rodolfo Faro, que  informou também que o dinheiro apreendido pode ser uma insignificante parte do que foi distribuído no extremo sul da Bahia no período do carnaval e que Vander ficou mais um tempo na região tentando libertar o sobrinho preso em Porto Seguro. Foram encontrados com ele recibos de honorários advocatícios com valor bastante elevado. Existem também informações de que ele lavou parte do dinheiro, comprando carros novos, que foram transportados para São Paulo numa cegonha.

Vander e Samara foram indiciados no artigo 289 do Código Penal. O inquérito policial deve ficar pronto em 10 dias e será remetido para a justiça federal, já que este tipo de crime é federal e inafiançável. A pena prevista, em caso de condenação, é de 3 a 12 anos de prisão.

 A Polícia Civil também tem quase certeza de que Vander e Samara são o braço de uma grande quadrilha baseada em São Paulo e que atua em vários estados. Eles vêm para Porto Seguro e Eunápolis, normalmente, duas ou três vezes por ano, especialmente em períodos de festa, como Carnaval e São João.

 O delegado Rodolfo faro pede que os comerciantes que foram lesados pela quadrilha compareçam o mais depressa possível ao Complexo Policial, apresentando as cédulas falsas e fazendo o reconhecimento dos criminosos. Faro também faz um alerta: Ao receber uma nota falsa, o empresário deve, imediatamente, registrar um boletim de ocorrência e não tentar repassar o dinheiro, pois estará praticando o mesmo crime.