Regulamentação provoca mudanças na vida de
milhares de estagiários em todo o País. Limite de jornada de
trabalho e férias remuneradas estão entre as novidades.
Brasília – A aprovação da lei do
Estágio, ontem pelo plenário da Câmara dos Deputados, foi
considerada uma vitória pelo gerente de Estágio e
Desenvolvimento de Novos Talentos do Instituto Euvaldo Lodi
(IEL), Ricardo Romeiro. Agora o projeto de lei irá para sanção
do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A nova lei impactará na vida de milhões de
estudantes e empresas brasileiras. Uma das novidades é a
limitação da jornada de estágio em 4 horas diárias para
estudantes de educação especial e do ensino fundamental, e em 6
horas diárias para alunos dos ensinos médio e superior. Em
períodos de avaliação na instituição de ensino, a jornada deverá
ser reduzida à metade.
O prazo máximo de estágio na empresa passa
a ser de dois anos. Além disso, quando o período do estágio for
igual ou superior a um ano, o estagiário terá direito a férias
remuneradas.
Outra mudança é a limitação do número de
estagiários do ensino médio nas empresas, conforme a quantidade
de empregados. Para empresas com 1 a 5 funcionários, o limite
será de 1 estagiário; de 6 a 10 empregados, até 2 estagiários;
de 11 a 25 empregados, máximo de 5 estagiários; acima de 25
empregados, até 20% de estagiários em relação ao número total de
funcionários.
Para Romeiro, uma das grandes vantagens da
nova lei federal será o fim de inúmeros decretos-leis e
regulamentações estaduais sobre o assunto. “A partir de agora,
teremos regras claras e uniformes para estudantes, instituições
de ensino e empresas, em todos os Estados”, explica.
Durante a tramitação do projeto de lei no
Congresso Nacional, o IEL participou ativamente na defesa dos
interesses das indústrias e dos estudantes, sugerindo alterações
para aperfeiçoando dos programas de estágio. “Aguardávamos este
momento há dois anos. Acreditamos que o presidente Lula
sancionará a lei, que trará benefícios tanto para a empresa como
para o estagiário”, afirma Romeiro.
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