Alerta:
brasileiros desconhecem a doença renal crônica
Pesquisa
Datafolha mostra que apenas 40% das pessoas que estão no grupo
de risco para desenvolver a doença fazem exame para detectar
problemas nos rins
Uma pesquisa nacional, encomendada pela Roche em parceria
com a Fundação Pró-Renal e conduzida pelo Instituto Datafolha,
concluiu que apenas 4 em cada 10 brasileiros com diabetes ou
hipertensão, principais fatores de risco para o
desenvolvimento de doença renal crônica (DRC), já fizeram
exame para avaliar a função dos rins. Ou seja, mesmo sabendo
que fazem parte de um grupo de risco, essas pessoas não estão
atentas a outros complicadores e podem já conviver com algum
grau de insuficiência renal.
Os números são extremamente importantes e trazem uma
constatação de alerta ao sistema de saúde. “A incidência de
diabetes e hipertensão vem crescendo, principalmente pelos
hábitos de vida pouco saudáveis adotados nos grandes centros.
Por isso, o número de pessoas que está suscetível à doença
renal crônica também tende a ser maior. O agravante é que se
os pacientes não costumam avaliar a função renal, o
diagnóstico será tardio – quando a doença estará mais grave”,
alerta o nefrologista e presidente da Fundação Pró-Renal
Miguel Riella.
Estatísticas mundiais mostram que mais de 500 milhões de
pessoas têm algum grau de DRC. Elas sofrem com uma
deterioração da função renal que pode durar vários anos até
que seja necessária uma terapia para a substituição do rim.
Quando é constatada a falência desses órgãos, os pacientes não
conseguem secretar eritropoietina, hormônio produzido pelos
rins que estimulam a fabricação de glóbulos vermelhos na
medula óssea. Sendo assim, eles desenvolvem anemia,
diagnosticada através do exame que mede os níveis de
hemoglobina (proteína que carrega o oxigênio dentro dos
glóbulos vermelhos).
A anemia pode acometer os pacientes com DRC já nos estágios
iniciais, estando cada vez mais presente à medida que ocorre
perda progressiva das funções renais. Cerca de 95% dos
pacientes com doença crônica renal que necessitam de diálise
(procedimento que faz a filtração do sangue) apresentam um
quadro de anemia renal crônica. Além disso, esses pacientes,
mesmo em tratamento com as medicações atualmente disponíveis,
apresentam variação dos níveis de hemoglobina, o que aumenta o
risco de hospitalização e de doenças que podem ser fatais,
como a falência do coração. A correção desse quadro e a
estabilização dos níveis de hemoglobina são pontos cruciais
para a qualidade de vida destes pacientes.
Sobre a
pesquisa
O Instituto Datafolha ouviu 2110 pessoas, com 16 anos ou
mais, de 150 municípios brasileiros, entre os dias 26 e 27 de
março deste ano. A margem de erro é de 2% para mais ou para
menos. A média de idade da amostragem foi de 38 anos e a
distribuição por sexo foi de 49% homens e 51% mulheres.
8% dos entrevistados disseram ter diabetes, 3% responderam
não saber e 89% afirmaram não ter. 20% responderam ser
hipertensos, 2% disseram não saber e 78% afirmaram não ter
pressão alta. Dos entrevistados, 5% relataram ter diabetes e
hipertensão.
Em relação ao exame para avaliar a função renal, 32% da
amostragem geral responderam já ter feito alguma vez na vida o
exame, ou seja, 3 em cada 10 brasileiros. Entre os que
disseram ter diabetes ou hipertensão (grupo de risco), esse
percentual subiu para 41%.
Tratamento
adequado
Aprovado em 46 países, entre eles Estados Unidos e nações que
fazem parte da União Européia, o medicamento Mircera (betaepoetina-metoxipolietilenoglico),
do laboratório Roche, consegue estabilizar o nível de glóbulos
vermelhos, tratar a anemia renal e devolver a qualidade de
vida aos pacientes com apenas uma injeção mensal. Pelo menos
70% dos doentes tratados com Mircera ficam com os níveis de
hemoglobina estáveis.
No Brasil, o
medicamento está em vias de aprovação. Estudos e análises
recentes têm confirmado a eficácia da droga que é o primeiro
agente estimulante da eritropoiese a oferecer terapia mensal
além de se mostrar mais viável sob o ponto de vista
farmacoeconomico.
Verena Ferreira
Máquina Comunicação Corporativa Integrada