A Ferrovia da Integração Oeste/Leste foi incluída no
Plano Viário Nacional, através de Medida Provisória
emitida pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. Com isso,
fica assegurada grande parte dos R$ 2,5 bilhões que vão ser
investidos na implantação da estrada de ferro. Sob a
responsabilidade da Valec - Engenharia, Construções e
Ferrovias S/A, empresa controlada pela União e
supervisionada pelo Ministério dos Transportes, a ferrovia
começa a ser construída em 2009, sendo que os estudos de
impacto ambiental e de aerofotogrametria já foram contratados.
As informações sobre a Oeste/Leste, que
totalizará 3,1 mil quilômetros de extensão entre Vilhena
(RO) e Ilhéus, na Bahia, foram passadas ontem (19), pelo
secretário do Planejamento, Ronald Lobato, durante
apresentação do Mapa Estratégico da Bahia para oficiais do
curso de Política e Estratégias Aerospaciais da
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica. Uma das
características do plano, destacada como positiva pelo
coronel Fábio Sahm Paggiaro, foi a capacidade de
articulação entre as diretrizes estratégicas e os planos de
ação. “É uma novidade importante em termos de qualidade
aplicada à gestão pública no Brasil”, disse o oficial.
“A Bahia, que já é destacada do contexto nacional por
suas belezas naturais e amabilidade do seu povo, agora
desponta com um programa de desenvolvimento amplo, que
enfatiza a infra-estrutura e a logística”, declarou o
coronel Hélio Rodrigues Santos Filho. Isso porque o oficial
conheceu também o eixo de desenvolvimento do plano da Bahia,
cuja meta é produzir e crescer repartindo, com foco na geração
de trabalho, emprego e distribuição de renda. Nessa
perspectiva, o crescimento econômico dos grandes
empreendimentos deverá acontecer articulado com pequenos e
médios empreendimentos como as cooperativas e a agricultura
familiar.
Por isso mesmo, foram apresentadas as diretrizes
socioeconômicas e as estratégias territoriais, que
priorizam o desenvolvimento do semi-árido, da Região
Metropolitana de Salvador como pólo de serviços, e da região
cacaueira, além de vislumbrar ações voltadas para a dinamização
de todas as outras regiões do estado.
Além da Ferrovia Oeste/Leste, o secretário
destacou o Sistema BA-093, que liga os principais pólos
industriais da Bahia e cuja licitação será lançada no
primeiro semestre de 2009, e o Sistema
Juazeiro/Petrolina. Este último, com ações programadas para o
porto de Juazeiro, o aeroporto de Petrolina, o Ramal
Ferroviário, a revitalização do distrito industrial e
da Ferrovia Centro-Atlântica (trecho Juazeiro/Aratu), e o
projeto da Plataforma Logística de Juazeiro.
Quanto à hidrovia do São Francisco, a Codevasf executa
desde julho de 2007, obras de dragagem e contenção das
margens no trecho de 607 quilômetros entre Ibotirama e
Juazeiro. O objetivo é viabilizar a navegação durante os
12 meses do ano, o que atualmente limita-se ao período de
cheia, e ampliar o volume de carga transportada por comboio,
passando assim, de 2 mil toneladas para 5 mil toneladas –
equiparando-se à hidrovia Tietê-Paraná.
Assessoria de Comunicação da Seplan