Com economia já consolidada da ordem de R$ 79,9 milhões em 2007
e meta de redução de até meio bilhão de reais em gastos com
custeio e corte de desperdício na máquina pública estadual até
2010, o Governo do Estado da Bahia investiu na formatação do
Escritório da Qualidade do Gasto Público (EQGP) em funcionamento
na Secretaria da Administração do Estado (Saeb). O objetivo é
orientar, acompanhar e fiscalizar a execução do gasto público
realizado pelas unidades administrativas que integram a
estrutura organizacional do Estado.
Criado por decreto
governamental, o Escritório trabalha no acompanhamento das ações
de racionalização do gasto pactuadas através de protocolos de
intenções assinados com as secretarias de Estado. O
acompanhamento se dará a partir de índices que vão compor o
sistema de avaliação da aplicação do recurso público.
A iniciativa foi materializada
a partir de experiência na gestão do gasto público no ano
passado, que culminou com o lançamento do Compromisso Bahia –
Programa de Qualidade do Gasto Público no final de novembro. Só
em contratos de serviços terceirizados, o programa detectou
perdas de até R$ 45,7 milhões. “O volume de recursos deixou de
ser gasto com a não renovação de contratos desvantajosos ao
erário e a realização de licitações seguindo as novas regras de
concorrência pública, instituídas pelo decreto nº10.545/07”,
lembra o secretário da Administração Manoel Vitório.
Segundo ele, outras iniciativas
também colaboraram para a economia registrada. Uma primeira
auditoria na folha de pessoal detectou pagamentos irregulares da
ordem de R$ 22,4 milhões. Entre as desconformidades, pagamentos
a servidores mortos e benefícios duplicados ou indevidos.
Na Assistência à Saúde do Servidor Público (Planserv), mais
desperdícios. A prática indiscriminada da adoção de medicamentos
de marca pela rede referenciada, onerava os gastos no setor. A
economia obtida a partir da instituição de novas regras para
faturar medicamentos, determinada pela Portaria 358, alcançou a
soma de R$ 7,6 milhões. A portaria assegura isenção ou redução
de base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Prestação de Serviços (ICMS) nos preços de aquisição de
medicamentos e estabelece a obrigatoriedade de utilização de
medicamentos genéricos em pelo menos 80% dos casos em que a
substituição do produto de marca for possível.
“Nosso objetivo é expandir as
ações de controle e racionalização do gasto para as demais
unidades administrativas do Estado, direcionando de forma
transparente e consciente recursos que atendam ao interesse
público comum”, pontuou o secretário da Administração, Manoel
Vitório.
Funcionamento -
Com as informações, o Escritório fará o monitoramento das
despesas e emitirá boletins trimestrais de acompanhamento, além
de relatórios semestrais de avaliação. Através dessa
sistemática, será possível acompanhar quais medidas foram
adotadas por cada unidade para otimizar a aplicação das verbas
públicas, articulando os conceitos de bom desempenho, economia
de recursos e satisfação do cidadão.
Como parte das ações de racionalização, o Escritório da
Qualidade do Gasto Público já publicou dois guias de boas
práticas: um direcionado a gestores e outro para o servidor
público. A iniciativa integra as ações de mobilização
disseminadas pelo projeto Atitude Positiva, que investe em ações
de conscientização tanto do corpo gerencial quanto do
funcionalismo da administração direta e indireta. “Temos aqui o
servidor público como o ponto capital da gestão da qualidade do
gasto e da disseminação de uma nova cultura de trabalho
constituída a partir de metas e controles mensais”, definiu
Vitório.
As ações ganham repercussão no meio público via internet. Toda a
sistemática e trabalho de qualificação do gasto está disponível
no site do Compromisso Bahia
www.saeb.ba.gov.br/compromisso
. Também está disponível, através
do link “Fale Conosco”, um canal aberto a sugestões de
servidores.