SHOW – WHITESNAKE – 09/05/2008 CREDICARD HALL – SÃO PAULO

 

 

Escrever qualquer linha sobre David Coverdale, ou mesmo sobre o Whitesnake é muito fácil, pois com o advento da internet e suas enciclopédias virtuais se acha biografia até do cara que vende picolé na praia. Porém quando se trata de um fã escrevendo, que passou boa parte de sua adolescência e idade adulta ouvindo as baladas mela-cuecas, as porradas sonoras e a voz rouca do mestre ficam muito prazerosas e até de certa forma difícil, pois sabendo de tantos fatos e curiosidades, tenho que resumir e me ater apenas aos quase 120 minutos de show. Vamos lá então...

Uma noite de muito frio em São Paulo, por volta de 12 graus e que registrou mais um congestionamento recorde de mais de 200 kms. De lentidão. No meio desse caos, 8.000 fãs alucinados tentando chegar o mais rápido possível para pegar um lugar onde se pudesse ver o seu ídolo o mais próximo possível. O Credicard estava abarrotado, pois os ingressos se esgotaram no segundo dia de vendagem. Às 22:30 hs. As luzes se apagaram, e uma pequena introdução instrumental anuncia o que está por vir. Uma gritaria só e um empurra-empurra master se instaurou no lugar. De repente no meio da escuridão, com seu tradicional gesto com o pedestal do microfone empunhado em posição quase que genital (bela descrição essa), David Coverdale nos saúda com um berro saído das suas entranhas Are you ready? ...São Paulooooooooo...Aquilo lá veio abaixo. Arrepiou até os últimos fios de cabelo de quem estava presente. Estava aberta a quarta etapa da tour brasileira de 2008 do fantástico álbum “Good to be bad” do whitesnake. A primeira música do show foi a excelente Best years do excelente trabalho novo, onde Coverdale afirma que os últimos anos vem sendo os melhores de sua vida. O público cantou cada palavra e cada sussurro da música, deixando até mesmo os músicos com sua experiência e vivência extremamente emocionados. Esse era o prenúncio de que o que estava por vir seria algo fantástico. Mal acabou a primeira música eles emendaram com Fool for your loving, um clássico que foi gravado no ainda vinil “ready and willin’ de 1.980 e mereceu uma regravação em 1989 com Steve Vai nas guitarras no álbum “slip of the tongue”. Não precisa nem dizer que todo mundo ali sabia cada palavra. Depois vieram Bad boys, onde Coverdale deu uma pausa para falar com o público e fazer com que todos tivessem tempo de respirar um pouco. Ele disse que era um prazer estar de volta numa cidade tão legal...e apresentou a próxima música do disco novo Can you hear the wind blow. Uma música pesadona , com letra romântica rsss...só pra variar um pouco. Depois ele conversa mais um pouco com a platéia, e anuncia o mega-hit Love ain’t no stranger, dedicando-a ao ex-companheiro de banda Mel Galley, o qual dividiu a autoria dessa música , e está passando por um câncer terminal de esôfago. Depois veio a suposta música de trabalho deles, pois tem até clipe rolando na Internet Lay down your love, que tem pitadas de Led Zeppelin e refrão grudento que nem chiclete. Foi muito bem recebida pelo público, mas o bicho pegou quando anunciou Is this love. Esse sim é clássico e agrada desde o mais radical roqueiro, até o cara que não sabe nem do que se trata, mas conhece a música. Depois disso, o público já ganho totalmente, os dois guitarristas Reb Beach(ex Winger) e Doug Aldrich (ex DIO) travaram um duelo em um tema bluesístico cheio de improvisos e fritações guitarrísticas que foi nomeado de Snake Dance, emendando em Crying in the rain...Haja coração!!!Durante essa música, mais uma pausa para o Batera novo (Chris Frazier) mostrar serviço e fazer um belo solo de bateria no meio da música que após o solo foi devidamente finalizada e ovacionada por todos ali presentes. Após isso Coverdale que esbanjava simpatia e arrancava suspiros de menininhas que poderiam facilmente ser suas netinhas, apresenta a banda e anuncia que a próxima música não estava nos planos, mas é muito pedida toda a vez que ele vem ao Brasil. A música é The deeper the love, onde ele e Doug Aldrich fizeram uma versão acústica, bem nos moldes de Starkers in Tokyo. Creio que foi um dos pontos altíssimos do show, se é que teve algum ponto baixo. Na seqüência eles emendaram pra levantar todo mundo de vez e sem piedade nos atropelar com os rolos compressores de Give me all your love e Here I go again. Duas pauladas que não deixou ninguém parado. Eles se despediram do palco com cara de que rolaria um bis explícito e todo mundo gritando sem arredar os pés do chão. Eles voltam com a balada Ain’t no love in the heart of the city, que não precisa nem dizer que todo mundo cantou tudo...Nem falo mais nada...Todo mundo sabe que cantaram tudo mesmo… rssss… é chover no molhado. A música acabou e a platéia continuou cantando...etos...Eu disse que não iria mais falar isso...Nesse momento David nitidamente emocionado resolveu atender mais um pedido da audiência que era Guilty of love, música do Slide it in de 1.984. Ele começou a cantar sozinho e no improviso a banda começou a entrar na música, executando-a até o final com solo e tudo no improviso. A casa tava ganha e todo mundo boquiaberto com tamanho carisma e disposição ante os seus 57 anos. Ele chegou a fazer um gracejo com uma revista pornô chamada Brazil e começou a olhar as fotos e fazer cara de espanto. Depois disso, eles mandaram Still of the night, clássico do álbum de 1.987 e buscou todas as notas altas como se estivesse com 25 anos de idade. Teoricamente as coisas meio que parariam por aí, mas ele cantou a Capella a música Soldier of Fortune do Deep Purple , emocionando a todos mais uma vez. Todo mundo rindo, chorando, pulando, enfim rendidos ao que estava acontecendo. Aí foi a vez do povo pedir um clássico do Deep Purple, que como é de costume eles vem apresentando desde o DVD gravado ao vivo em 2004. Todo mundo aos gritos de Burn,burn,burn,burn,burn...e....O guitarrista Doug Aldrich puxou o riff da música para o delírio dos presentes... No meio eles ainda emendaram Stormbringer que é mais outro clássico do Deep Purple e voltaram pra Burn novamente. Uma doidera só...Todo mundo pulava mais que pipoca ali dentro e a casa tava tão cheia que se você. Levantasse o braço, teria que ficar com ele levantado até o final, pois não conseguia mais abaixa-lo, de tanta gente ali...Uma doidera mesmo. Eles mandaram com perfeição mais esse clássico do Deep Purple, vindo a fechar com chave de ouro esse maravilhoso show. Todo mundo saiu feliz, sabendo que cada centavo daquele ingresso valeu. Resta-nos esperar por uma volta em terras brasileiras. Nome dos Músicos:

Doug Aldrich (guitarra), Reb Beach (guitarra), Uriah Duffy (baixo), Timothy Drury (teclados) e Chris Frazier (bateria). David Coverdale nem precisa falar né...

Beijão a todos, fiquem com Deus e keep on rockin’...

 

Ackua é músico e compositor, além de cantar em uma banda, Ackabanda.

Respeitado no cenário paulistano e possuidor de uma voz muito parecida com a de Davis Coverdale, em suas músicas, a voz é sempre o maior destaque.

Confira: www.ackuaband.com.br

http://www.youtube.com/watch?v=OQvX1bMb1dc

e-mail :

www.portoseguronoticias.com.br

 

 

 

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